"É ASSIM QUE CONTRIBUIMOS PARA OBESIDADE!"
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segunda-feira, 17 de maio de 2010
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Mais sono, menos obesidade
Crianças que dormem pouco correm maior risco de se tornarem obesas, segundo estudo feito por pesquisadores da Escola Bloomberg de Saúde Pública da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.
Os cientistas verificaram que a cada hora a mais de sono o risco de a criança apresentar sobrepeso ou obesidade diminuiu em 9%. Os resultados do trabalho foram publicados na edição de fevereiro da Obesity, revista oficial da The Obesity Society publicada pela Nature.
“Nossa análise mostra uma clara associação entre a duração do sono e o risco de obesidade ou sobrepeso, que caiu a medida que se dormia mais”, disse Youfa Wang, principal autor do estudo e professor do Centro para Nutrição Humana da escola norte-americana.
Para o estudo, os pesquisadores utilizaram dados obtidos por 17 estudos anteriores sobre duração do sono e obesidade infantil, realizados em populações e países diferentes.
A quantidade de sono recomendada variou de acordo com o estudo e com a idade das crianças.
Os pesquisadores da Johns Hopkins usaram como referência os seguintes valores: pelo menos 11 horas por dia de sono para crianças com menos de 5 anos de idade; pelo menos 10 horas para 5 a 10 anos; e no mínimo nove horas por dia para crianças com mais de 10 anos.
Os resultados indicaram que crianças com as menores durações de sono apresentaram um risco 92% maior de sobrepeso ou obesidade na comparação com as do extremo oposto, que dormiram por mais tempo. As menores durações foram menos de nove horas de sono por dia para menores de 5 anos, menos de oito horas para entre 5 e 10 anos e menos de sete horas para os maiores de 10 anos.
A associação entre aumento de sono e redução do risco de obesidade foi verificada em meninos, mas não em meninas. “A partir de uma perspectiva evolucionária, meninas podem ter se tornado mais resistentes a componentes ambientais estressantes e, portanto, precisariam de maior privação do sono para ser tão afetadas quanto os meninos. Entretanto, mais estudos são necessários para esclarecer essa diferença de gênero”, destacaram os autores.
“Dormir adequadamente pode ser um importante meio para prevenir o problema da obesidade infantil e é algo que precisa ser considerado em estudos futuros. Nossos resultados também poderão ter implicações significativas em sociedades nas quais crianças não dormem o suficiente devido a pressão pela excelência acadêmica, como em diversos países asiáticos nos quais a obesidade tem aumentado”, afirmou Wang.
O artigo The influence of sleep quality on obesity risk is another important area where future research is needed, de Xiaoli Chen e outros, pode ser lido em www.nature.com/oby.
Os cientistas verificaram que a cada hora a mais de sono o risco de a criança apresentar sobrepeso ou obesidade diminuiu em 9%. Os resultados do trabalho foram publicados na edição de fevereiro da Obesity, revista oficial da The Obesity Society publicada pela Nature.
“Nossa análise mostra uma clara associação entre a duração do sono e o risco de obesidade ou sobrepeso, que caiu a medida que se dormia mais”, disse Youfa Wang, principal autor do estudo e professor do Centro para Nutrição Humana da escola norte-americana.
Para o estudo, os pesquisadores utilizaram dados obtidos por 17 estudos anteriores sobre duração do sono e obesidade infantil, realizados em populações e países diferentes.
A quantidade de sono recomendada variou de acordo com o estudo e com a idade das crianças.
Os pesquisadores da Johns Hopkins usaram como referência os seguintes valores: pelo menos 11 horas por dia de sono para crianças com menos de 5 anos de idade; pelo menos 10 horas para 5 a 10 anos; e no mínimo nove horas por dia para crianças com mais de 10 anos.
Os resultados indicaram que crianças com as menores durações de sono apresentaram um risco 92% maior de sobrepeso ou obesidade na comparação com as do extremo oposto, que dormiram por mais tempo. As menores durações foram menos de nove horas de sono por dia para menores de 5 anos, menos de oito horas para entre 5 e 10 anos e menos de sete horas para os maiores de 10 anos.
A associação entre aumento de sono e redução do risco de obesidade foi verificada em meninos, mas não em meninas. “A partir de uma perspectiva evolucionária, meninas podem ter se tornado mais resistentes a componentes ambientais estressantes e, portanto, precisariam de maior privação do sono para ser tão afetadas quanto os meninos. Entretanto, mais estudos são necessários para esclarecer essa diferença de gênero”, destacaram os autores.
“Dormir adequadamente pode ser um importante meio para prevenir o problema da obesidade infantil e é algo que precisa ser considerado em estudos futuros. Nossos resultados também poderão ter implicações significativas em sociedades nas quais crianças não dormem o suficiente devido a pressão pela excelência acadêmica, como em diversos países asiáticos nos quais a obesidade tem aumentado”, afirmou Wang.
O artigo The influence of sleep quality on obesity risk is another important area where future research is needed, de Xiaoli Chen e outros, pode ser lido em www.nature.com/oby.
Fonte: Agência FAPESP e site Guia do Bebê
Postado por PROF. FABIO BRASIL às 08:34 0 comentários
Macadores Co-morbidade, Disturbios do Sono, Obesidade, Obesidade Infantil
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A obesidade infantil é um problema mundial
Podemos dividir o problema das crianças com excesso de peso e as com obesidade instalada (índice de massa corporal elevado) em várias fases temporais. Na fase 1, nos anos 70, raramente tínhamos este problema nos consultórios e em hospitais infantis no Brasil e no exterior. Os casos era raros e quando surgiam eram associados a outros distúrbios psiquiátricos, hormonais ou genéticos. A partir dos anos 90 o excesso de peso passou a ocorrer de modo progressivo em crianças de todos os níveis sócio-econômicos, em vários grupos étnicos e em todos os estados brasileiros.
O Nordeste, por exemplo, sempre considerado como região de grande número de desnutridos, ao final do século 20, já apresentava mais crianças com sobrepeso e obesidade do que aquelas com desnutrição. Ampla oferta de comida, abundante e barata colocou nas mesas das classes D e E, uma quantidade de energia calórica bem maior nos últimos anos.
A fome oculta de muitas gerações, o baixo peso ao nascer, fruto de eventual desnutrição protéico-calórica durante a gestação, podem ter alterado o “fomestato” - ou o regulador da fome e da saciedade. Este tipo de fenômeno foi também observado nos EUA, onde as minorias hispânicas e os afro-descendentes têm um enorme contingente de crianças obesas.
A Fase 2 da epidemia de obesidade infantil
Estamos, agora, entrando na fase 2, em que se verifica o aparecimento, junto com a obesidade, de alguns problemas sérios de saúde. A literatura médica, com grande freqüência, vem alertando para o fato de que o Diabetes tipo 2 se eleva rapidamente entre os adolescentes. Os números indicam que nas últimas décadas a incidência do diabetes em adolescentes aumentou 10 vezes em hispânicos e afro-descendentes nos EUA. Muitas (1 em cada 3) das crianças com sobrepeso e obesidade já apresentavam o fígado cheio de gordura (esteatose hepática), chegando a nível de alterações da função do fígado.
Problemas ortopédicos (joelhos, coluna vertebral) e de alterações do sono (ronco, apnéia) também são freqüentes. Mas muito importante é mencionar o aspecto psico-social: as crianças obesas tendem a se isolar socialmente, com conseqüente compensação para uma forma compulsiva de comer (sempre muito depressa, com sofreguidão), sintomas de ansiedade presentes e, mais raramente, alguma depressão. Estudos pedagógicos indicam que, quando chega a idade adulta, esses jovens levam desvantagem nos exames de admissão às universidades. Aparentemente não são os mais brilhantes da turma e, muitos, desistem de cursos superiores.
A epidemia pode progredir para a fase 3
Muitos anos deverão se passar até que a obesidade chegue à fase 3 desta epidemia do século XXI. Neste estágio, as complicações médicas podem levar a sérias conseqüências para a saúde da criança e do adolescente. Existem dados médicos e estatísticos bem elaborados indicando que a criança obesa tem nítida propensão para futura doença coronariana. De fato a previsão é que o número de alterações sérias das coronárias deve-se elevar entre 5 e 16% entre adultos jovens obesos.
Os jornais noticiaram recentemente dados sobre jovens adultos entre 20 e 30 anos. Pela primeira vez, esta faixa etária da população tem apresentado episódio coronários — 12% dos atendidos em emergência, algo pouco provável há 30 anos. É verdade que o estresse contínuo, a pressão social, horas longas de trabalho e falta de atividade física são componentes importantes destas estatísticas. Impressionante é o fato de mulheres adultas, na faixa de 40 a 50 anos, obesas desde a adolescência apresentarem risco cardíaco sério — três vezes mais freqüente que as de peso normal. Portanto pode-se afirmar que a obesidade infanto-juvenil é uma “bomba” de efeito retardado.
O que acontecerá na fase 4?
Desde que não haja uma efetiva e eficiente intervenção médica, social e global, a fase 4 nos conduzirá à uma aceleração da epidemia de obesidade infanto-juvenil. A epidemia reverterá sobre gerações futuras e seria um fenômeno em escala crescente com mães obesas gerando filhos com propensão à obesidade.
As soluções estão à vista e várias já foram propostas e muitas incluídas por vários países e populações. Depende de uma estratégia a ser desenvolvida pelos órgãos públicos de pela mídia. Temos que aprender mais sobre a regulação do peso corporal, como controlá-lo, reduzir a fome e induzir saciedade de forma segura e eficiente, como gastar mais energia acumulada, como diminuir a poupança natural do corpo, que insiste em guardar gordura.
Dieta saudável e muito exercício físico são essenciais. O problema é que é mais fácil falar do que executar. Tempo gasto em TV e jogos eletrônicos devem ser limitados, com alternativa para exercícios aeróbicos. Legislação sobre publicidade de fast-food, produtos industrializados de toda sorte tem de ser instituída. O que se come nas escolas deve ser supervisionado e orientado para um lado mais saudável. Pais e mestres poderiam cooperar nesta área, preventivamente. Com o esforço de todos poderemos controlar a obesidade infanto-juvenil e suas conseqüências.
fonte: Revista veja
Postado por PROF. FABIO BRASIL às 10:35 0 comentários
Macadores Obesidade, Obesidade Infantil, Tirando dúvidas
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Obesidade na criança e no adolescente
Há cerca de 15 anos nota-se que a prevalência do excesso de peso e obesidade entre crianças e jovens adolescentes vem aumentando de forma assustadora tanto nos países industrializados como em países emergentes como a China, Rússia, Índia e Brasil, entre outros. Tomando como exemplo os Estados Unidos observou-se que cerca de 11% dos escolares apresentavam excesso de peso em 1990. Em 2005 este valor passou a ser de 29%.
Curiosamente os países anglo-saxônicos (EUA, Reino Unido e Austrália) são os campões desta estatística de obesidade infanto-juvenil. A definição de excesso de peso e obesidade é determinada em adultos pelo Índice de Massa Corporal (IMC) o qual é o número obtido da divisão do peso em quilos (kg) pela altura, em metros, elevada ao quadrado. Todavia a criança e o adolescente crescem e a altura eleva-se a cada 6-12 meses, o que modifica o IMC sem que haja, necessariamente, excesso de peso ou obesidade.
Para corrigir o fator crescimento estabeleceram-se tabelas com crianças e adolescentes de 2 a 20 anos indicando o IMC para cada idade (facilmente obtidas no site www.cdc.gov/growthcharts/49). Quando a criança / adolescente está acima de determinado valor do IMC para sua idade dizemos que ela está com excesso de peso. No caso de ultrapassar os 95% do IMC para sua idade é considerada obesa.
A obesidade tem várias causas
O ser humano possui um complexo mecanismo controlador da Fome e da Saciedade que é estabelecido tanto na vida intrauterina como na fase pós-natal. Desde que haja aporte de suficiente de alimento na vida fetal este "termostato ou nutrostato" é perfeitamente regulado. Após ingerir comida suficiente - em qualidade e em quantidade - cessa o estímulo (fome) para continuar a refeição, estimulando-se a saciedade.
Na hipótese da criança, em gestação, receber poucos nutrientes vindos da mãe, passa a regular o seu "nutrostato" para a posição de fome continuamente. Terá alta probabilidade de ser obesa, na fase pós-nascimento, por ter fome constantemente. Na fase pós-natal o recém-nascido que foi amamentado por seis meses ou mais tem muito pouca chance de ser obeso comparativamente àqueles que não foram amamentados com leite materno. Fatores genéticos são importantes.
Muito recentemente verificou-se que boa parte das crianças obesas tem uma alteração em determinado gene (FTO = fator determinante de obesidade), que leva à fome compulsiva e predileção por alimentos de elevado teor calórico. O meio ambiente, é óbvio, tem um papel muito importante para que o gene se manifeste. Quando ambos os progenitores são gordos existe no ambiente doméstico uma valorização muito grande do fator "comida", quase sempre de elevado teor calórico. Frequentemente a família utiliza-se de fast-food, comidas pré-preparadas, refrigerantes, pipocas, salgadinhos, batatas fritas… Tudo isso acompanhado de horas de TV.
Lanches e salgadinhos na escola
Recente levantamento realizado na cidade de São Paulo mostrou que na maioria das escolas havia uma ampla gama de salgadinhos disponíveis para escolares, todos ricos em gordura, altamente calóricos em embalagens atraentes. Mas pior ainda: as informações nutricionais das embalagens minimizam o conteúdo de gordura e de calorias, bem como do sal. Quase todas as embalagens não estavam corretas e não faziam referência à gordura ‘Trans", altamente prejudicial ao nosso organismo e, possivelmente, pior ainda para as crianças.
Por outro lado quase todos os cinemas atraem crianças e adolescentes para o balcão onde saem enormes baldes de pipoca, imensos copos de refrigerantes, barras de chocolates com nozes, avelãs, etc. Todos estas guloseimas empurram a criança/adolescente à obesidade.
O fator sedentarismo
Há cerca de 30 ou 40 anos, a imensa maioria da garotada corria atrás de balões, jogava bola na rua ou em terrenos baldios, andava de bicicleta, empinava-se pipas, nadava nas piscinas, nos lagos, nos riachos. Hoje, após as aulas e os deveres escolares, a criança e o adolescente vão direto ao computador (se tiver), ou à televisão. Os jogos eletrônicos atraem a garotada como mel atrai moscas. Os jogos acoplados à tela fazem com que o adolescente fique horas e horas sentado, com o gasto energético mínimo.
Os aparelhos portáteis (game-boy, DS, PSP) levam o adolescente a deitar-se no sofá, onde, por horas a fio, afasta-se do mundo, hipnotizado pelo jogo eletrônico. Existe uma correlação nítida entre ganho de peso e tempo dedicado à televisão/jogos eletrônicos. Quanto maior o número de horas na tela, maior o ganho de peso.
Consequências da obesidade infanto-juvenil
A mais séria consequência ao excesso de peso na infância e adolescência é a progressiva incidência de obesidade na vida adulta. Estatísticas demonstram que crianças e adolescentes obesos serão candidatos à obesidade na vida adulta em proporção superior a 50%, isto é, cerca de metade dos obesos infanto-juvenis terão que lutar contra o excesso de peso durante a vida adulta.
Além disso, as crianças e adolescentes que ultrapassam a barreira de um Índice de Massa Corporal superior a 95% são considerados como candidatos às mesmas comorbidades que os adultos - alterações nas articulações (principalmente joelho e coluna), pedras na vesícula, alterações nas gorduras do sangue (colesterol elevado, HDL-colesterol (colesterol bom)) baixo e propensão para doenças coronarianas em idade relativamente jovem (30 - 40 anos).
O tratamento deve ter a cooperação da família
O princípio fundamental é a mudança do estilo de vida: dedicar menos horas ao lazer sedentário e, pelo menos, uma hora por dia ao exercício aeróbico. Os gordinhos não gostam de Academia de um modo geral. A figura do pai é fundamental nesta parte do tratamento. O pai é que deve estimular o filho a acompanhá-lo em caminhadas, em dar umas voltas de bicicleta, em nadar no clube. Para as meninas nada melhor que ouvir música no Ipod e dançar sozinha, em seu quarto, ao balanço da música, fazendo sua coreografia, jogando braços e pernas ao ritmo da música, pensando em estar no palco, participando de um show.
A dieta ainda considerada melhor é a supressão dos carboidratos de alto índice glicêmico (doces, sorvetes, chocolates, arroz branco, pão branco, etc). Usar mais pão integral, arroz integral, legumes, verduras, saladas. Muita proteína (carne, peixe, frango, queijos, ovos) e NUNCA pular refeições. Fugir dos salgadinhos e dos lanches da escola, da pipoca, dos refrigerantes.
Ter o apoio do médico (ou da nutricionista) constante e frequente. Alguns medicamentos podem ajudar a partir dos 12 anos de idade. A ansiedade por comer pode ser controlada. Com todos da família ajudando e o médico orientando existe ampla possibilidade de êxito nesta terapêutica comunitária.
fonte: Revista veja
Postado por PROF. FABIO BRASIL às 10:32 0 comentários
Macadores Obesidade, Obesidade Infantil
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Musculação para crianças e adolescentes
O paulistano Neto, de 12 anos: ele faz musculação para melhorar a postura, sob a supervisão de um professor Riscos e Benefícios Atualmente, fatores como o aumento da violência, o avanço da tecnologia e a falta de tempo têm imposto aos indivíduos um estilo de vida cada vez menos saudável. Essa realidade é ainda mais evidente no que diz respeito às crianças, que passam a maior parte do tempo assistindo à televisão ou em frente ao computador, construindo, desde os primeiros anos de vida, um perfil característico do sedentarismo.
Sabe-se que essa inatividade pode contribuir para o aumento do peso corporal e, conseqüentemente, para o desenvolvimento de diversas doenças . Sendo assim, o ideal seria implementar um programa de atividades físicas, associado a uma melhora do perfil nutricional, no cotidiano de crianças e adolescentes, em busca da promoção de uma melhor qualidade de vida. A elaboração de um programa de atividades físicas para crianças e adolescentes requer alguns cuidados, a começar pela escolha da atividade. É comum o discurso, mesmo entre a comunidade médica, que nestas faixas etárias a melhor opção seria a prática de esportes como vôlei, natação, futebol, entre outros. Isso é uma verdade quanto ao componente lúdico, o que atrai mais facilmente o jovem e torna a atividade mais prazerosa.
Por outro lado, ao contrário da crença popular, esse tipo de atividade é semelhante ou até mais sujeito à ocorrência de lesões do que a execução de exercícios físicos sistemáticos como acontece Na Musculação. Hoje, embora tenha sido massificado que a musculação pode promover diversos benefícios à saúde física e mental em diferentes idades , ainda se mantém alguns mitos e equívocos quando o foco é direcionado para o treinamento de indivíduos em fase de crescimento. A idéia mais difundida e o principal motivo de contra-indicação da musculação por médicos é que esta causaria a interrupção precoce do crescimento. Essa crença advém do fato que, nos ossos longos, o crescimento se dá em uma parte mais frágil, chamada placa epifisária. Ao se submeter o osso a sobrecargas extenuantes, estas placas podem ser lesionadas provocando a interrupção precoce do processo de crescimento.
Entretanto, as evidências científicas, praticamente em sua totalidade, sinalizam que a Musculação, quando realizado dentro de parâmetros de segurança e bem orientado, não influencia negativamente o crescimento. A principal orientação quando se prescreve a musculação para crianças e adolescentes é que sejam evitadas cargas máximas ou próximas do máximo, permitindo a execução de 8 a 15 repetições . Sendo assim, pode-se perceber que alguns esportes de força, impõem sobrecargas até mesmo superiores a força máxima que o indivíduo consegue realizar. O mesmo pode ser observado, por exemplo, com um simples salto realizado durante a prática do vôlei, proporcionando elevado impacto sobre a articulação do joelho. Mesmo assim essas atividades são livremente realizadas sem causar muita preocupação entre os pais e médicos. Outras recomendações no que diz respeito a Musculação é que sejam preferencialmente selecionados exercícios que trabalhem simultaneamente diversos grupos musculares e que os movimentos sejam executados por toda amplitude de movimento.
Não foi apenas a falsa concepção de que a musculação atrapalharia o crescimento que a manteve por tanto tempo afastada da realidade de crianças e adolescentes. Também se acreditava que esta seria ineficaz, já que nesta idade o sistema endócrino ainda está em desenvolvimento e alguns hormônios necessários para o crescimento da massa muscular ainda são pouco produzidos. Hoje se sabe que mesmo crianças podem obter ganhos em força com a prática da musculação, principalmente devido a adaptações do sistema neural. Outro engano é atribuir a Musculação efeitos negativos sobre a flexibilidade.
Evidências científicas mostram que, na verdade, a musculação não atrapalha esta qualidade física ou, até mesmo, torna as crianças e adolescentes mais flexíveis. Além dos ganhos em força e flexibilidade, outros benefícios que crianças e adolescentes podem adquirir ao incluir a prática da musculação em suas rotinas são: melhora da coordenação e da habilidade motora geral; melhora do desempenho em atividades desportivas, com, inclusive, redução da incidência de lesões durante sua prática; melhora do perfil lipídico (colesterol); aumento da densidade mineral óssea, importante fator no futuro quando a osteopenia e osteroporose podem ser um problema; e, até mesmo, melhora de aspectos psicológicos como o aumento da auto-estima.
Alguns estudos mostram, que a Musculação pode promover melhorias na composição corporal como a redução do percentual de gordura. Outro importante fator que merece destaque é que indivíduos que começam a praticar a musculação desde cedo podem ser mais propícios a manter hábitos saudáveis para o futuro, contribuindo para a promoção e manutenção da saúde e qualidade de vida durante o processo de envelhecimento. Como se pode perceber, ao contrário de especulações supervalorizadas e de argumentações defasadas e sem fundamentação científica, a prática da musculação, quando realizada de forma consciente e sob supervisão profissional, pode e deve ser implementada no dia a dia de crianças e adolescentes, proporcionando benefícios a curto e longo prazo com bastante segurança.
Postado por André Gil
Postado por PROF. FABIO BRASIL às 15:00 0 comentários
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Programa ajuda crianças a combater o mal da obesidade
Quase 150 adolescentes são acompanhados. O objetivo é perder peso e ganhar autoestima. Crianças acima do peso podem desenvolver doenças que eram exclusivas dos adultos, como diabetes e pressão alta.
Postado por PROF. FABIO BRASIL às 16:38 0 comentários
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